A decidir serei II


Decidi ser onda num mar distante,
E eu serei estrela no firmamento brilhante.

Decidi ser feiticeiro de magias reais,
E eu serei autor de poemas banais.

Decidi ser um risco num imaculado papel,
E eu serei um riso na volta de um carrossel.

Decidi ser uma mancha de cor no céu,
E eu serei uma bela nuvem, um triste véu.

Decidi não ser
E eu o serei até morrer.

Decidi ser o amarelo de um malmequer,
E eu serei uma coisa qualquer.



 
 

Poema colectivo 8º A

(Oporto)